Obesidade Infantil: férias podem ser aliados dos pais nessa luta

Para nutricionista, pais podem acompanhar a alimentação dos filhos mais de perto no período
Dados mostram que a cada três crianças no Brasil, uma está dentro da faixa da obesidade

Aqui no Rio, por conta das Olimpíadas, as férias começarão esta semana. Com a chegada das férias escolares, muitas crianças aproveitam o período para relaxarem e divertirem, seja em casa ou fora dela. Justamente por ser um período de descanso, muitos pais afrouxam regras que, até então, eram mais rígidas. Uma delas é a alimentação. É muito comum, nessa época, os pais permitirem que seus filhos possam comer alimentos que não costumam ingerir durante o período de aula. Mas essa permissão pode prejudicar a saúde das crianças, principalmente aquelas que já travam uma luta contra a balança.

Obesidade Infantil

O Brasil se encaixa na lista de países que enfrentam, de maneira profunda, o problema da obesidade infantil. Dados da Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) mostram que a cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos, uma está na faixa da obesidade.

Para a nutricionista Gabryella Batista, do Instituto Aliança, o período de recesso escolar tem que ser o principal aliado no cuidado à saúde infantil. “As atividades perderam o rigor dos horários como também a alimentação, mas a qualidade deve ser mantida. Hábitos alimentares saudáveis auxiliam no bem estar, manutenção de energia, controle da ansiedade e prevenção de doenças. As exceções devem ser em passeios aos fins de semana e não incluídos na rotina semanal.”

nutricionista gabryella batista

Durante o período, o vídeo game e a televisão se tornam parada obrigatória para as crianças. Segundo um estudo da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, a exposição diária de uma hora à televisão pode dobrar o risco de obesidade infantil. “A prioridade nas férias deve ser o gasto de energia, investir em brincadeiras em locais abertos, estimular atividades esportivas”, afirma a nutricionista. Para ela, envolver as crianças no preparo dos alimentos é uma saída que vai além da fuga à televisão. “Incluir os pequenos no preparo das refeições pode ser uma ótima estratégia para introduzir novos alimentos, levá-los a feiras, incluir passeios a chácaras com árvores frutíferas. Dessa maneira, o tempo que eles gastariam sentados de frente a uma TV, eles aproveitam caminhando, conhecendo coisas novas, despertando novos interesses.”

A nutricionista explica que, mesmo que os pais planejem várias estratégias, nenhuma vai convencer mais as crianças do que o exemplo. “A reeducação alimentar deve ser parte da rotina familiar, com participação intensa dos pais, e não um hábito programado para períodos isolados. Se os pais também estão de férias, poderão direcionar e controlar a alimentação neste período para que permaneçam durante o período letivo.” Para Gabryella, os pais precisam conversar de maneira muito clara com os filhos sobre reclamações. “Um alerta aos pais para controlar comentários negativos quando se referirem à alimentação saudável, como ‘não gosto de maçã’, ‘alimentos integrais são ruins’. Se os pais incentivarem em conjunto, os filhos podem aceitar de maneira mais fácil.”

Recentemente, os pais ganharam um importante aliado na luta por uma alimentação mais saudável. Três multinacionais decidiram que não irão comercializar refrigerantes ou sucos industrializados para escolas com alunos de até 12 anos. Para a nutricionista, a decisão dá mais segurança sobre a alimentação durante o período letivo. “Os produtos com excesso de açúcar e gordura são os preferidos do público infantil. Como a compreensão da importância da alimentação adequada cabe aos pais e à escola, a exclusão de refrigerantes e sucos industrializados é fundamental para a redução do consumo não supervisionado pelos pais.”

Para mais informações:
Aliança - Instituto de Oncologia
Edifício Dr. Crispim, 15º andar, Setor Hospitalar Norte (atrás do HRAN), Asa Norte, Brasília-DF
Telefone:(61) 3326-2000
SEP/SUL 909 - Edifício Júlio Adnet, Conjunto B. Sala 209, Asa Sul, Brasília-DF
Telefone:(61) 3326-2000
QNE 05 Lote 13, Avenida Sandú Norte, Taguatinga-DF
Telefone:(61) 3351-0118

E por aqui, alguém na luta? O que tem feito para melhorar? Gostaram das dicas na nutricionista?
bjO

* Sugestão enviada pela assessoria de imprensa.
* Foto: Google

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